Nossa, um título polêmico, começamos bem o post! É óbvio que eu sabia que esse tema surgiria no meio desse módulo de Gênese e Desenvolvimento, mas não imaginava que viesse com tanta força. A questão é que a coordenadora do módulo é radicalmente contra o aborto e quer impor isso a todos os alunos. Se ela ao menos embasasse seus argumentos na ciência, vá lá, mas ela quer empurrar goela abaixo e pronto.
Aos que são contra o aborto, calma, não estou defendendo essa prática de modo algum. Pelo contrário, sou contra o aborto seja qual fase da gestação esteja ocorrendo, pois acredito sim que a vida começa na fecundação. Gametas isolados são apenas células, mas quando se unem e misturam seu material genético, tornam-se em potencial para geração de uma vida. Por isso, para mim, interromper esse processo é sim interromper a vida. Então, se sou totalmente contra o aborto, porque me incomoda a atitude da professora?
Vocês repararam que acabei de explicar POR QUE considero o aborto uma prática ofensiva? Pois é, a professora nem pára para pensar que todo semestre ela lida com dezenas de pessoas que pensam e que não aceitam facilmente seu ponto de vista. Se ela se detivesse em explicar sua posição, talvez ela até convencesse algumas pessoas que antes não pensavam como ela. Mas ao impor sua opinião sem respeitar os demais, ela perde o respeito de muitos.
-Vocês fizeram vestibular pra cuidar de gente ou pra matar gente?
Essa frase me chocou profundamente, pois pressionou terrivelmente e deixou um clima pesado na sala. Oferecer meio ponto aos que participaram da "Marcha pela vida" também. Sim, eu ficaria feliz se as pessoas parassem de banalizar a vida, o ato sexual e as crianças, mas não posso colocá-las contra a parede ou suborná-las com alguns escores na média. Todos têm o direito de permanecer ou mudar sua opinião, mas o processo todo depende do que se vai ouvir e das experiências que se vão viver. Nossa professora fala muito de dignidade de vida, mas esquece que isso também engloba o direito de criticar posições e tirar suas próprias conclusões. Dignidade de vida é também poder se expressar livremente e não sofrer retaliação por isso.
Então para sintetizar, enfatizo:
Sou totalmente contra o aborto.
Respeito opiniões contrárias e desejo que respeitem a minha.
Infelizmente os universitários ainda são visto por alguns como meras esponjas que apenas têm de absorver informação e não possuem nada para compartilhar.
Diga sim à vida, mas porque você quer e não porque vai ganhar pontuação extra.
Exija sua liberdade de se expressar e transforme sua Universidade em um lugar mais democrático.
Nenhum comentário:
Postar um comentário