Acabei de chegar do laboratório. "De novo, Larissa? Em pleno domingo?" Sim, de novo e novamente por muitos domingos ainda. Hoje o que me surpreendeu, divertiu, mas também me deu pena foi a cara de sono do Chefinho pela manhã. Havíamos combinado de nos encontramos ele, Elana e eu para operarmos os ratinhos do grupo 2. Cheguei um pouquiiiinho atrasada, como sempre, e Elana já tinha organizado quase tudo, o Chefinho estava tomando café e começamos o procedimento.
Papo vai, papo vem, pesa os bichinhos, anestesia, fixa, corta, limpa, fura e... Cadê o Chefe? Coitadinho: Dormindo em cima da mesa do computador! Ficamos morrendo de pena e deixamos ele descansar. Aí o bichinho da maldade fica coçando até nos iluminar com uma ideia: Tirar uma foto dele naquela situação. Pé ante pé entrei na sala pra pegar o celular. Consigo, coloco na câmera, entro na sala de novo bem devagarinho, tiro a foto e um CLIC super alto ecoa na sala! Droga, tinha esquecido de tirar o som da câmera! O pobre do chefinho acorda tão zonzo que acho que ele nem percebeu que despertou sendo fotografado. Além da adrenalina de ter saído correndo, ainda fiquei com dó de ter acordado ele. O coitado veio com mil desculpas por naõ estar ajudando e a gente disse que ele podia ir pra casa descansar.
O que eu vejo nisso tudo, fora a situação constrangedora, é que a cobrança que temos quando alunos é um preparo para a cobrança a que estaremos sujeitos quando profissionais. Se é estressante para nós, imagine parao Chefinho que dá plantões em urgência/emergência, leciona na Universidade e tem ainda de se dedicar ao doutorado. Conclusão: Não está fácil pra ninguém. Uma vez que entramos nessa maratona, temos de aprender a correr cada vez mais rápido.
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